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Acervo do Museu em exposição

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Curiosas, as crianças e o público em geral que visitam o Memorial da Inclusão têm a oportunidade de aprender, através de diversas ações educativas com o acervo do Museu do Ipiranga que está em exposição no local até o dia 30.
“Eu não sabia que dava para ler e ver com as mãos”, diz Rodrigo Maia, 7 anos, enquanto passa a ponta dos dedos nas peças da coleção do Museu do Ipiranga -, especialmente organizada para promover a acessibilidade. “Também aprendi sobre o sistema Braille. Essas bolinhas são letras e formam palavras”, faz questão de explicar.
A exposição tem a organização e curadoria das educadoras e historiadoras Denise Cristina Carminatti Peixoto Abeleira e Isabela Ribeiro de Arruda, do Museu Paulista. “Desde sua implantação, em 2001, o Serviço de Atividades Educativas do museu adotou como princípio de ação as questões da acessibilidade e inclusão”, esclarece Isabela.
Para tanto, foram desenvolvidos diversos materiais, como as coleções da Reserva Técnica Didática, composta de objetos que têm como referência documentos materiais, iconográficos e textuais do acervo institucional, telas táteis que transpõem para o alto-relevo imagens originalmente bidimensionais, réplicas em miniatura de esculturas monumentais, elementos arquitetônicos decorativos etc. “Todos os materiais buscam contemplar a diversidade humana em todas as suas vertentes”, observa Denise.
A mostra Museu do Ipiranga para Todos apresenta um percurso de sete módulos. No centro do espaço está a maquete do prédio projetado pelo engenheiro italiano Tommaso Gaudenzio e construído de 1885 a 1890. Os textos explicativos têm a versão em braile.
Outra coisa que chama a atenção é o fato de poder tocar as peças, destaca Márcio Bustamante, historiador do Memorial da Inclusão. “Dessa forma, vê-se que perceber a história a partir de outros suportes, no caso, o tato, é algo extremamente rico não apenas para as pessoas com deficiência visual, mas pela riqueza que trazem ao coletivo em função da diversidade.”
A diretora do Museu do Ipiranga, professora Solange Ferraz, lembra a importância da parceria. “Essa mostra aborda não só os conteúdos e objetos históricos que são o nosso campo de atuação, mas o trabalho dos especialistas. É uma maneira de conhecer as especificidades do trabalho especializado que a nossa equipe desenvolve.”

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