Coletivo “As Caracutás” apresenta temporada online de Tecendo Diálogos

Em dezembro, o coletivo As Caracutás, apresenta temporada online e gratuita do espetáculo de teatro-dança Tecendo Diálogos, criado e dirigido pelas intérpretes Ester Lopes e Monica Soares com preparação corporal de Mika Rodrigues.
As sessões acontecem nos dias 17, 18, 19 e 20 de dezembro, de quinta a domingo, às 19h30, pelo Facebook @ascaracutas e pela página de um coletivo convidado. Após cada transmissão, Ester e Monica conversam com os espectadores sobre as histórias das mulheres do Parque são Rafael, região metropolitana de São Paulo, que inspiraram a montagem. A temporada vem acompanhada pela oficina Do Pilates às Danças Brasileiras, no dia 9 de dezembro (quarta, às 16h), ministrada pelas atrizes.
Tecendo Diálogos é “pesquisa em movimento”, cujo foco está nas lutas e nos saberes das mulheres da região do Parque São Rafael e imediações. O universo dos valores femininos norteia o espetáculo como uma procura pela força da resistência e do cuidado, pela paixão e inocência – dualidade peculiar ao feminino.
A linguagem cênica reúne artifícios teatrais (incluindo o teatro narrativo) junto às danças populares brasileiras e ao canto em diálogo com a estética contemporânea. A força e leveza da dança e do trabalho de corpo são fundamentais para as histórias das 12 mulheres: histórias que invertem os valores machistas, traçando paralelos e unindo mulheres em suas diversidades. “O corpo feminino carrega muitos traços, tanto do cerceamento quanto da expressividade: pode ser fechado ou aberto para o que está a sua volta”, comenta Ester Lopes.
Monica e Ester recriam as vivências dessas mulheres em diálogos cênicos que partem das lembranças da infância, da juventude e da sabedoria trazida pelo tempo. O espetáculo mergulha no estado do corpo em cada expressão de vida, seja ela alegre, agitada, tímida, cuidadosa ou acanhada. “São personagens reais e corajosas que carregam a simplicidade como beleza, que espelham um mundo futuro de igualdades, desejos comuns à maioria de nós”, reflete Monica Soares. O enredo passa pelos lugares do trabalho, da relação com o próprio corpo, da violência sexual, da fé, da espiritualidade e da maternidade. Cada personalidade é também traduzida por um ritmo da tradição popular (jongo, frevo, carimbó, samba, coco, maracatu rural, batuque de umbigada, ijexá, caboclinho, capoeira). “Para contar as histórias vamos além do corpo: usamos nossos corpos como instrumento de expressão para as cenas”, explicam.

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