Dia 3 de maio, mês que marca oficialmente o fim do regime escravagista no Brasil, o projeto Choro na Manhã rende um tributo a artistas como Candinho do Trombone, Anacleto de Medeiros e tantos outros músicos negros que protagonizaram a formação do choro e sua popularização como ritmo musical genuinamente brasileiro. O projeto Choro na Manhã é uma iniciativa cultural que acontece no primeiro domingo do mês no Centro de Culturas Negras Mãe Sylvia de Oxalá (anteriormente Centro Culturaldo Jabaquara), com a proposta de revisitar grandes clássicos do choro.
O grupo paulistano Regional Terça Maior apresenta os recitais, sempre trazendo convidados, dando continuidade ao trabalho que por quase duas décadas foi promovido pelo tradicional Conjunto Retratos. “Além de relembrar os clássicos e choros pouco tocados, o público tem a oportunidade de conhecer histórias e curiosidades do universo do choro através das falas do mestre Giba da Flauta”, explica Rodrigo Moura Ribeiro, fundador do Regional Terça Maior. “Embora não tenha motivos para comemorar a chamada abolição, já que a luta por direitos e reparação histórica continua até hoje, vamos celebrar em maio esses grandes músicos negros que fizeram do choro um marco da cultura nacional”, acrescenta.
Músico, educador e agente cultural, Rodrigo é especialista em cavaquinho, atualmente concluindo Prática Instrumental Avançada na EMESP Tom Jobim com os professores Marcelo Cândido e Edmilson Capelupi. Os músicos Edgard Moreira (violão 7 cordas), Thiago Adelungue (violão 6 cordas) e Thiago Sorriso (pandeiro) completam o Regional Terça Maior e com a participação especial de Paulo Gilberto (flauta transversal), formam o núcleo atual do projeto Choro na Manhã, reforçando a proposta de destacar a importância histórica do choro como patrimônio cultural imaterial do Brasil.
O choro (ou chorinho) teve início por volta de 1870, quando Joaquim Callado criou um regional de choro com violão e cavaquinho, conhecido como o “conjunto de pau e corda”. Em 1880 lança seu grande sucesso, a música Flor Amorosa. Depois disso, composições de Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Waldir Azevedo, Jacob do Bandolim e tantos outros consagraram o choro como expressão da nossa identidade cultural, caracterizado essencialmente pelo uso de instrumentos como cavaquinho, violão, flauta e pandeiro.
As apresentações do Choro na Manhã têm entrada franca e início às 11 horas. O público presente é recebido com um café da manhã oferecido gratuitamente a partir das 10 horas. Rua Arsênio Tavolieri, 45 – próximo ao Metrô Jabaquara
ENTRADA FRANCA
Jabaquara News O maior jornal de bairro