A Fundação Dorina Nowill para Cegos comemora 80 anos neste mês de março com uma exposição no Museu da Inclusão. A mostra “Pontos de História – 80 anos enxergando além do que se vê” conta com painéis da linha do tempo da instituição, fotos históricas e atuais, frases marcantes e um vídeo institucional. Toda a exposição é gratuita e é acompanhada de audiodescrição.
A mostra propõe uma experiência sensorial única: revisitar trajetórias de pessoas que fizeram e fazem parte da história da Fundação Dorina por meio de 13 totens com obras construídas em braille, cada uma formando uma imagem singular, tão única quanto os personagens que marcaram a existência da instituição.
Em 11 de março de 1946, Dorina de Gouvêa Nowill, que perdeu a visão aos 17 anos, iniciou uma missão que mudaria a vida de milhares de pessoas: criou a Fundação para o Livro do Cego no Brasil, que mais tarde se tornaria a Fundação Dorina Nowill para Cegos, uma instituição de impacto social em um contexto em que a atuação feminina na liderança institucional enfrenta inúmeros obstáculos.
Ao longo dos anos, a instituição tornou-se referência em educação inclusiva e autonomia e acesso ao conhecimento para pessoas cegas ou com baixa visão. Também atua na produção de livros e materiais acessíveis. Hoje, a cidade de São Paulo possui cerca de 400 mil pessoas cegas ou com baixa visão.
No mês passado, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) assinou decreto que mantém a permissão de uso, a título precário e gratuito, da área de 2,6 mil m², na Rua Diogo de Faria, nº 558, Vila Clementino, onde a fundação está localizada.
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