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Vizinhança pede tombamento de casas na Rodrigues Alves

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Os defensores da manutenção de uma vila centenária, na Vila Mariana, devem passar os próximos 90 dias em estado de tensão. O motivo é simples: esse foi o prazo estipulado pelo Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo) para tratar do tombamento da Chácara das Goiabeiras, um conjunto de casas em estilo mexicano, construídas na década de 1930.
O órgão municipal se reuniu no dia 2 de setembro e, com sete votos a favor, abriu o processo de tombamento (APT) da vilinha histórica, com 13 anos de atraso. O pedido de preservação das casas foi feito em 2006 pela arquiteta Cíntia Padovan, que morou 29 anos no local. O processo foi engavetado até o dia 11 de abril, quando máquinas chegaram para pôr abaixo os 17 sobrados. A movimentação dos moradores, com apoio dos vizinhos e da AVM (Associação de Moradores da Vila Mariana) fez com que o Conpresp reabrisse o caso.
Oito dos nove integrantes do órgão municipal participaram da reunião e sete votaram a favor da análise do pedido protocolado no dia 3 de maio pelo Coletivo Chácara das Goiabeiras, seguindo o parecer favorável do Departamento de Patrimônio Histórico (DPH) e do Instituto dos Arquitetos do Brasil – São Paulo (IAB-SP). Mas a Chácara das Goiabeiras é apenas parte das reivindicações dos moradores contrários à verticalização do bairro. Eles argumentam que o conjunto urbano e paisagístico que se busca preservar é demarcado pelas ruas Benito Juarez, Coronal Artur Godói e Doutor Fabrício Vampré, próximas do Metrô Ana Rosa. “Ele apresenta relevâncias pelo traçado urbano sinuoso e quase centenário (1925), ruas estreitas de paralelepípedos e sobrados, característicos da urbanização paulistana”, explica o Coletivo. Acrescenta que a vegetação é exuberante e, em um único trecho de 200 metros, há mais de 60 árvores. “Soma-se a isso, a relevância ambiental dada pelas nascentes e córrego canalizado, que nutrem os lagos do Parque Ibirapuera”, reforça.
Criado no início do ano por moradores, freqüentadores e profissionais preocupados com a verticalização “desse micro-território singular da Vila Mariana”, o coletivo conta com mais de três mil seguidores e com o apoio logístico da AVM (Associação Vila Mariana). “Se não nos mobilizarmos, as construtoras irão encher a (avenida) Conselheiro Rodrigues Alves de condomínios”, preocupa-se Denise Delfim, integrante da AVM e editora do jornal Pedaço da Vila. “O que de fato estamos pedindo é o tombamento ambiental, pois queremos que esse pequeno território seja mantido”, ela observa.

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