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Instituto Biológico abre as portas para colheita do café

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No sábado (25) o Instituto Biológico promoveu a 14ª Edição Sabor da Colheita, um evento que marca o início simbólico da safra do café no Estado de São Paulo. “É a partir de fevereiro que o grão começa a amadurecer, seguindo a sabedoria da natureza que ameniza a temperatura para a chegada do outono. Mas em um ritmo que precisa ser respeitado para ter bom sabor. Se o grão amadurece muito depressa interfere na qualidade. O amadurecimento é que faz a mudança dos açúcares”, esclarece pesquisadora do Instituto Biológico, Harumi Hojo. “O café dá no pé uma vez ao ano e sua coloração e o sabor são resultados dos diferentes tipos de torra e que uma maior qualidade da bebida está ligada ao pouco processamento’, acrescenta.
Enquanto o filho ainda pequeno se diverte juntando a grama recém-cortada, Yukari Toyoshima presta atenção às orientações e descobre que são necessários dois quilos de grãos para se fabricar 250 gramas de café em pó. Que os grãos não podem ser colhidos de qualquer maneira porque possuem amadurecimentos diferentes e que alguns cafés são mais caros do que outros justamente por esse cuidado.
Contente por ter uma manhã de sábado educativa e divertida ao mesmo tempo ao lado do marido, dos sogros e do pequenino, ela elogia a iniciativa do IB. “É um lugar muito rico para se conhecer. Vou indicar para a escola do meu filho para trazer os alunos aqui para aprenderem tudo isso”. Não é o primeiro contato dela com o Instituto, já que o feijão que a família consome é de uma marca que faz questão de estampar em sua embalagem que seu produto foi analisado pelo Laboratório de Resíduos de Pesticidas.
Durante o passeio, olhos e ouvidos continuam atentos para aprender que o café não é semeado. Seu plantio é feito com mudas: une-se duas ou três delas, sadias e de variedade apropriada de acordo com o local, para se formar um pé de café – que pode crescer como qualquer outra árvore se não for realizada a poda de acordo com o que se espera da planta.
Enquanto pisam na terra cheia de matéria orgânica que aduba a plantação – que não utiliza nada químico -, o grupo experimenta o grão in natura para que alguns descubram algo que parece surpreendente para os leigos: o grão recém-colhido não tem o gosto do café que conhecemos – este sabor é conferido pela torra. Café não é preto, é verde. Café não nasce no pacote que compramos na prateleira do supermercado.
Mas, se você perdeu a oportunidade de participar da colheita no sábado, uma experiência como esta pode ser vivida por todo mundo que tem curiosidade sobre um dos principais produtos agrícolas brasileiros. Aos domingos acontece a visita guiada

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