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Escola infantil é roubada duas vezes em apenas quatro meses

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Roubos e furtos a estabelecimentos de ensino viraram rotina, mas nenhuma instituição teve a desagradável surpresa de ser invadida por ladrões na véspera da inauguração, como ocorreu com o Centro de Educação Infantil (CEI) Meninas, na Vila Monumento. A creche iniciaria as atividades no dia 15 de fevereiro e, pela manhã, quando os funcionários chegaram, encontraram tudo revirado. A invasão aconteceu provavelmente na madrugada.
“Nós imaginamos que eram quatro ou cinco invasores”, calcula a diretora da escolinha, a pedagoga Sandra Oliveira de Almeida. “Eles entraram pela casa vizinha, que está abandonada, arrombaram uma janela e, dentro do imóvel, destruíram as portas e tiveram acesso à casa toda”, ela recorda. Os invasores furtaram vários objetos e, tudo leva a crer, no dia 16 de junho atacaram novamente o sobrado da avenida Dom Pedro I.
“Os mantenedores vieram abastecer a cozinha, na noite de domingo, e depararam com uma grande bagunça”, comenta a pedagoga. “Estava tudo revirado e os ladrões não pouparam nem as torneiras: levaram todas, além do freezer abastecido de carnes, máquina de lavar roupas, microondas, liquidificador e espremedor de frutas industriais, bikes e brinquedos da crianças, panelas grandes, frutas, legumes e verduras, material de higiene, as câmeras de vigilância e o HD que havia gravado a invasão”, ela conta. Ambos os furtos foram registrados no 6º DP (Cambuci) e, para surpresa da diretora, os policiais contaram que, horas antes, faziam ronda na região e viram um caminhão parado em frente ao CEI Menina. Não abordaram os ocupantes do veículo por acreditarem tratar-se de uma mudança.
A creche cuida em período integral de 113 crianças de zero a quatro anos, às quais fornece alimentação. Os alunos participam de brincadeiras e também fazem atividades pedagógicas, segundo Sandra. É uma instituição conveniada com a Prefeitura da Cidade de São Paulo. “Os mantenedores não conseguiram repor a tempo os alimentos e não nos restou outra saída senão suspender as aulas no dia seguinte à invasão”, ela observa. “Estamos com um freezer emprestado e contando com a ajuda de pessoas e entidades da região”, acrescenta.

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