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Débora: Do Jabaquara para o mundo

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A professora Débora Garofalo não conquistou o primeiro lugar no Global Teacher Prize 2019, o Nobel da Eduacação, mas, independente do resultado, já uma vencedora. Ela esbanja amor pela carreira que abraçou e, por isso, é referência para os colegas e estímulo aos estudantes da EMEF Almirante Ary Prreiras, próxima à entrada da favela Alba. Débora se define como “uma apaixonada por lecionar e por tecnologias”.
“Muitas modificações aconteceram nos 14 anos em que me dedico à rede pública de ensino, mas a tecnologia precisa estar inserida na sala de aula”, defende. “Ela (a tecnologia) precisa ser encarada como propulsora da aprendizagem, a exemplo de tendências como a Cultura Maker, o projeto Mão na Massa, robótica e programação. A escola pública passa neste momento por uma grande revolução e precisa acompanhar o mundo contemporâneo, a indústria 4.0, e os professores precisam se reinventar em suas práticas”, aconselha.
A premiação ocorreu no domingo (24), durante o Fórum Mundial de Educação e Tendências , em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com apresentação do ator australiano Hugh Jackman, protagonista do filme “Wolverine”. “Ele leu todo o meu trabalho e, no dia da premiação, me disse: ‘você fez seus alunos voarem, agora é a sua vez de voar. Não desista do sonho de ser professora e plantar sementes pelo mundo’. Foi uma linda mensagem de incentivo, para que eu continuasse na profissão de docente”.
O tão cobiçado primeiro lugar ficou com Peter Tabichi, de 36 anos, professor de matemática e física em uma escola rural de ensino fundamental, a Keriko Secondary School, em Nakuru, no Quênia. O queniano levou o prêmio de US$ 1 milhão, concedido pela Fundação Varkev, organizadora do evento. O júri é formado por 200 pessoas de diferentes países, que votam para escolher o melhor trabalho. “A nossa aula foi um sucesso, porque foi a proposta de vivenciar o Mão na Massa na construção de um robô desenhista”, lembra a professora de tecnologias e robótica. “As pessoas estavam ansiosas pra conhecer o nosso trabalho”, conta ela. “Foi muito importante ter essa experiência internacional, por poder falar do nosso trabalho, poder se aprofundar sobre ele e, principalmente, trocar idéias e fortalecer o trabalho brasileiro”.
O regulamento da premiação não permite que pessoas classificadas entre as dez primeiras participem novamente, mas, mesmo que permitisse, essa não era a intenção de Débora. “Eu tenho muitos projetos para desenvolver, principalmente na expansão do trabalho de robótica com sucata, para que as crianças do Brasil e do mundo possam vivenciar o aprendizado Mão na Massa”, adianta.

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